Volta relógio...
Volta até não ter mais volta...
Morangos
Imerso em tuas trilhas sonoras no banco de trás...
Sufocando teus podres. Anestesiando teus temores...
O mapa do nada. A vida movida em um carro com asas...
Descobrindo que é tarde demais para ser cedo demais...
Doces
O paraíso do fundão. Máscara de peste . bagunça na mão.
Não queira dormir. Não queira perder.
A anarquia dos capetas em um dirigível terrestre às dez da manhã.
Professores e motoristas , minhas singelas e tardias desculpas.
É que ele gosta é do estrago...
Gelatinas
Caminhando com os dedos sob estradas à cem por hora.
Colorindo com os olhos a pobreza de vidas secas.
Mas temos gelatinas.
Um porta malas cheio de amor à sua espera.
E balões de alegria para um povo à margem da nova era...
Este é o nosso calor à vocês.
Este é o nosso calor à vocês.
Amargo
E ao som da gravidade, ele colidiu.
E parou.
Melindrou-se. Calou-se.
Perdera o mapa do nada e estava à metros do porto seguro. Queria camuflar-se em um muro escuro.
E o gelo subiu.
A alma desceu.
Maldita hora, mas oportuno pensamento:
- Relógio que não volta...Volta até não ter mais volta...
* Melhor apreciada ao som de '' O velho e o moço'' - Los Hermanos.


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