Todos vivem correndo.
Correndo da vida,
Correndo do tempo,
Correndo da verdade que cairá aos prantos mais tarde...
A oficina do diabo nunca esteve tão cheia.
Trabalho integral.
Almas ficam penduradas junto aos agasalhos.
Só são permitidos corpos.
Sem vida.
Apenas corpos.
Mas há os que ousam parar...
Subir até o último andar da consciência...
Abrir as portas e esperar...
Se hoje não chegar, serei amigo da paciência...
Pois essa correria perde o sentido.
Já sem sentido.
Esse emaranhado de fios entrelaçados.
Unidos por um fio.
Separados por um laço.
A escada rolante amputa seu pensar.
Vá de escada.
Ouse para ousar.
Duvide até a mentira se esgotar.
Deixe teu sonho voar.
Mas se do elevador descer...
Do medo sentir...
Não corra da vida.
Dê um beijo nela.


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