Como um sopro , você esvai depressa...
Agora, sem essa ! Me lembro o dia, você na praia, maluca à beça.
Sem hesitar , despida e crua , à luz da lua , era tudo festa.
Uma fogueira talvez , uma cama de areia para três , afinal , sua amiga se perdia
ao nosso tântrico ritual...
Me lembro das palmas, das danças moribundas,
do som incessante,mais tarde, de um ar ofegante.
Enrolados ao ar, um deleite para o mar .
Que podia avistar, corpos livres silenciando o mundo ... já sem ar.
Contas à pagar , segundas à acordar,
como um sopro, você esvai depressa...
e nada mais me interessa, essas modernidades, póstumas enfermidades.
Sem um carro a partilhar, que sá um barco a velejar,
Mas no amor, posso me deitar, e em seu peito, brincar de brincar.
Com seus pianos planos ,
Tocando Debussy pelos cantos,
Me afogo em alegria,
Afinal tudo poderia.
Em uma cama de areia, perdidos às onze e meia.
Julio B.


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