Vestido listrado


 Teu copo dançava no que restava do vestido listrado.
Parecia poesia, mas na verdade era o estado embriagado.

A torta de morango virava arte abstrata,
E deslizava pelos sorrisos mais vivos.

E pelos olhos de jabuticaba,
palavras não valiam de nada.

Era uma tarde de transfusão de amor.
Daquelas que nem gripe, ódio, rancor
Obstruem o caminho.

E se a vida pedia sentido,
O sentido pedia férias.
 Eternas sinceras férias.













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