Corais de Neptuno



 
 
Seus tons pastéis em têmura se dilaceram.
Nessa câmara negra, apenas seus pés não reverberam.
Todo o resto, é puro excesso.
Todo o excesso, é indevidamente expresso.

E em fagulhas, derretemos o apogeu do momento.
Desaceleramos a órbita do tempo.
Escapamos, para onde não exista o sofrimento.
Despressurizamos, e nadamos no mar do não-pensar.
 
 E é bem lá no fundo,
Quando o frio disseca a espinha,
Quando o caminho desencaminha,
Que abre-se o novo Mundo.
 
Bem vindo aos corais de Neptuno.
É imprescindível que saiba dançar,
Doce anêmona-do-mar,
Sem perder o prumo.
O rumo.



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