E sigo.
Rastejo sob as suas entranhas.
Disseco o que sobra,
Quando o choro vai embora.
E entorpeço.
Meu piano soa desafinado.
Entre as cordas eu trepido.
Enferrujo.Oxido.
E esqueço.
Em um vagão descarrilhado,
Te deixei amargurada.
Sob o frio do frio nada.
E reconheço.
Bem distante devo estar....
Mas minhas asas são teimosas.
Elas só querem voar.
E aqueço.
Ardo.Queimo.Abraso.
Absorvo teus tecidos,
E mergulho céu adentro.
Embebedo dessa polpa,
Quando o chão retém a roupa.
E te levo pro incerto.
E num instante...
Fica certo.
Tá tudo certo.


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